quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

México registra patente de vacina contra a heroína.

     Nesta última quarta, 1º, o governo mexicano veio a público anunciar um dos mais significativos avanços do país no combate às drogas. Trata-se da primeira patente de vacina contra a dependência da heroína. Essa droga é derivada do ópio que por sua vez é extraído das cápsulas da papoula. Seu nome químico é diacetilmorfina, mas foi batizada com o nome comercial de heroína em 1898 pela Bayer. A princípio foi usada como anestésico, mas logo foi proibida em vários países devido ao comportamento violento que provocava nas pessoas.
Lavoura de papoula, Afeganistão.
       Essa droga possui ação psicotrópica no sistema nervoso central agindo como se fosse os neurotransmissores de sensações de prazer e bem estar. Com o tempo a utilização da droga inibe a produção natural desses neurotransmissores e ainda insensibiliza os seus respectivos receptores, resultado: o usuário precisa de doses cada vez maiores para se satisfazer. Para completar sua ação devastadora o prazer provocado pelo seu consumo substitui no indivíduo a necessidade  de outras fontes de prazer como viagens, família, alimentação; provocando uma imagem de desleixado no heroinômano (nome dado ao consumidor dessa droga). 
Condição subumana dos dependentes químicos
      A vacina mexicana age no corpo induzindo a produção de anticorpos que neutralizam a droga. Depois de reconhecer a heroína, as células de defesa envolvem as partículas de heroína presente no sangue num processo chamado fagocitose. Na fagocitose a heroína fica retida dentro dos glóbulos brancos e é digerida por enzimas celulares produzidas por organelas celulares. É um processo relativamente simples, mas que teve que ser testado durante anos para evitar quaisquer efeitos colaterais que prejudicasse a já fragilizada saúde dos dependentes químicos.
     A vacina já vinha sendo pesquisada por cientistas americanos, porém os mexicanos alcançaram resultados satisfatórios primeiro. Podemos esperar para a próxima década um grande avanço nas pesquisas que resultará numa gama de vacinas contra os mais diferentes entorpecentes. O sucesso do vizinho do norte deveria servir de exemplo ao governo brasileiro que fica varrendo as vítimas do tráfico para fora das cidades, como ocorreu recentemente na Cracolândia. Ao invés de tentar combater o problema, nossos  políticos tentam escondê-lo . O custo da pesquisa ainda não foi divulgado, mas sem dúvida alguma o ganho com as vidas que foram salvas cobre qualquer custo financeiro.
Regiões de cultivo de papoula, matéria-prima da heroína.

Avanços nos processos de patentes no Brasil


          Apesar da crise internacional, os indicadores de propriedade intelectual estão fechando 2011 em alta. Tanto marcas quanto patentes já garantiram, até a primeira quinzena de dezembro, recordes históricos.

Sede do INPI, no Rio de Janeiro

       Durante esses 11 meses e quinze dias, foram feitos 30.088 pedidos de registro de patente, contra 28.052 solicitados em 2010. Para as marcas, o Instituto registrou, 140.815 solicitações até 15 de dezembro, contra 129.620 pedidos de marcas nos 12 meses do ano passado.

   Até a virada do ano, o Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI) estima que o total de pedidos de patentes pode chegar a 35 mil. O de marcas deve encostar em 150 mil.
    “Os índices revelam o bom momento do País, mas também a conscientização da sociedade brasileira sobre a importância da propriedade intelectual” – comentou o presidente do INPI, Jorge Ávila.
    A missão do INPI é utilizar o sistema de propriedade intelectual como instrumento de capacitação e competitividade, estimulando a inovação a fim de alavancar o desenvolvimento brasileiro. 




 O prazo para a concessão do registro de patentes no Brasil caiu 35% no ano passado, passando de 8,3 anos, em média, em 2010, para 5,4 anos, em 2011. Esse indicador de expectativa de concessão leva em consideração o tamanho de pedidos na fila e o número de patentes processadas no ano.

       De acordo com dados do Inpi, foram concedidos 3.806 registros de patentes em 2011. O estoque de pedidos em análise soma 164.661.
      O presidente do Instituto Nacional da Propriedade Industrial (Inpi), Jorge Ávila, disse nesta sexta-feira (27) que a diminuição da expectativa de concessão de patentes foi um "resultado excelente". Ele explicou que o prazo de 5,4 anos é o tempo médio que o pedido de uma patente que entra no Inpi tem de ser decidida.
UFMG, uma das universidades que mais registram patentes no Brasil
       De 2006 para cá, houve uma queda de 53% na expectativa de demora de concessão de patentes no Brasil. "O que é mais importante é que em 2005/2006, a expectativa de concessão do registro estava em 11,6 anos. E crescendo muito fortemente a cada ano. Ou seja, a cada ano, o número de patentes que entrava era muito maior do que o volume de patentes que o instituto era capaz de decidir".
     Com os ajustes feitos a partir de 2006, Ávila disse que o Inpi conseguiu estabilizar esse crescimento. "Agora, pela primeira vez, conseguiu fazer com que isso caísse drasticamente".
       Este ano, a meta é reduzir a expectativa de concessão de patentes para 4 anos. Ávila considerou que esse prazo é excelente para a decisão sobre uma patente. Para alcançar esse objetivo o instituto precisará contratar "uma grande massa de examinadores para aumentar a sua capacidade de exame de patentes". O Inpi está aguardando a autorização do governo para a realização de concurso público ainda este ano.
A indústria de máquinas e peças lidera os registros de patentes
         Ávila acredita que o lançamento, em 2012, do depósito de patente via internet, poderá facilitar a vida dos empresários brasileiros, principalmente, de pequeno porte. "Ele contribui para a redução do prazo, porque suprime etapas que ainda hoje são feitas em papel. Eu acredito que ele vai produzir um aumento ainda maior do número de depósitos de patentes no Brasil".

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

Adele se apresentará no Grammy Awards

         Após meses afastada dos palcos devido a uma cirurgia na garganta a cantora britânica Adele retornará triunfante em uma apresentação nos 54º Grammy Awards. A premiação ocorrerá dia 12 de fevereiro em Los Angeles e ainda contará com apresentações de Coldplay, Nicki Minaj, Rihanna, Paul McCartney, Bruno Mars e Taylor Swift.

          Em 2011 Adele foi obrigada a se afastar dos palcos para tratar de uma hemorragia nas cordas vocais e uma ameaça de rompimento de um pólipo benigno. Foi tratada nos Estados Unidos pelo Dr.  Zeitels, o diretor do Centro de Voz do Hospital General de Massachusetts. Dr. Zeitels, que também é professor de cirurgia de laringe na Harvard Medical School, foi pioneiro em muitos procedimentos cirúrgicos de cordas vocais, incluindo o uso de lasers especiais para cessar o sangramento das cordas vocais em cantores. Ele tem realizado este procedimento único em muitos vocalistas, incluindo Steven Tyler, permitindo o retorno para o desempenho completo"

         Adele é atualmente um dos maiores destaques no cenário musical mundial. Seu álbum "21" foi o líder de vendas em 2011 nos EUA e Reino Unido. O single Rolling in the Deep permaneceu 7 semanas seguidas no topo da Billboard Hot100, outro single Someone Like You permaneceu 1 semana no topo das paradas americanas. Nesta semana seu terceiro single Set Fire to the Rain desbancou We Found Love de Rihanna e chegou ao ponto máximo da lista da Billboard. Para completar a semana de boas notícias o disco "21" lidera a 17 semanas o ranking de álbuns da Billboard 200.

           Se talento tivesse outro nome seria Adele.

Long Live, a "parceria" de Taylor Swift e Paula Fernandes

        Long Live, esse é o título da canção fruto da parceria entre Taylor Swift e Paula Fernandes. Para aqueles, que assim como eu esperaram ansiosamente pelo vídeo clipe não se trata exatamente de uma obra prima. As duas artistas têm talento e carisma invejáveis a qualquer pessoa do ramo da música. Ambas compõem suas canções e sabem criar uma relação de empatia com o público. Suas composições falam de amor e sonhos, que é exatamente aquilo que o seus fãs desejam e gostam de ouvir, mas Long Live realmente deixou a desejar.
         Em minha opinião a grande decepção decorre da clara artificialidade do dueto, as moças nem se encontraram para fazer a gravação. Paula gravou em um estúdio, Taylor em um show e a magia da edição as uniu em um clipe que tinha tudo para ser marcante, mas que não foi. Não é todo uma tragédia pois ambas são talentosas e suas vozes dão um espetáculo com certeza, a beleza indiscutível também agrada os olhos, porém o coração não sente nada. Logo elas que compuseram músicas que fizeram muitas garotas irem pra cama (notadamente Taylor) não conseguiram emocionar em Long Live. Uma pena com certeza, mas esse é o preço que se paga por erros tão... tão...bobos. 
          Todos ligados ao mundo da música country e sertaneja sabiam que os fãs esperavam um encontro das cantoras, dueto é dueto, e não apenas uma edição. A letra da canção tem seu valor, a melodia também, mas o fato de elas se quer terem se encontrado acaba com a magia que todos nós fãs esperávamos encontrar nessa parceria, uma pena com certeza. Que fique claro que essa minha crítica refere-se ao vídeo e não à música que eu particularmente gostei.

          Confira o vídeo oficial.




China: o dragão ingrato

     Todos temos conhecimento do desmoralizante comércio entre Brasil e China, onde exportamos matérias-primas e importamos produtos industrializados. Esse descompasso surge das diferentes visões dos governos, o brasileiro sempre com a mentalidade de colonizado não investe na infra-estrutura do país o que encarece os produtos nacionais. Na China ocorre o contrário o governo quer se tornar um colonizador e não poupa um centavo para desenvolver o país. 

Mina de Brucutu em Minas Gerais
        Sempre criticamos essa postura do governo brasileiro e vemos o Dragão asiático como um exemplo (econômico, e nada mais) para nós. Algumas empresas tupiniquins perceberam que se não tomassem uma atitude seriam engolidas pela China e investiram em infra-estrutura própria, financiando a cadeia a que pertencem e protegendo seus interesses. O melhor caso é a Vale, principal produtora mundial de minério de ferro.

      Seu principal cliente é a bendita da China e pela distância o minério brasileiro perde competitividade em relação ao minério africano e australiano. O frete para os portos chineses custa U$ 25 por tonelada de minério a partir do Brasil, porém custa apenas U$12  a partir da Austrália. Outro agravante para o comércio Vale-China é a volatilidade dos preços dos fretes que em 2008 chegou a ser maior que o valor do próprio minério. Também em 2008 devido à crise as empresas que faziam o transporte simplesmente deixaram de enviar navios aos portos brasileiros o que acarretou um prejuízo de 4 bilhões à Vale e a consequente demissão de funcionários. 
Navio Vale Brasil, maior graneleiro do mundo
        Nesse cenário preocupante a mineradora decidiu encomendar navios para garantir parte do transporte do ferro, uma vez que depender exclusivamente de outras empresas tornara-se arriscado. Essa nova frota de 35 embarcações consiste em 19 navios de propriedade da Vale e 16 de empresas chinesas e sul-coreanas. Na época dos pedidos aos estaleiros o governo brasileiro ficou furioso pelo fato de não terem sido direcionados à indústria nacional. O contrato de 2 bilhões de dólares (valor dos 19 que pertencem à Vale) foi firmado com a justificativa de que a Ásia oferecia melhores preços e tecnologia, o que é verdadeiro e legítimo. A indústria nacional reclamou, mas nada pôde fazer. A mineradora pretendia economizar em escala e esses eram os maiores navios de transporte de minérios do mundo, os chamados, Valemax que suportam até 400 mil toneladas de carga.

         As indústrias chinesa e coreana ficaram extremamente satisfeitas, pois em tempos de crise receber uma encomenda dessas é uma notícia extremamente agradável. 

Agora em 2012, com o agravamento da crise na Europa e fraco desempenho econômico dos EUA os armadores chineses vivem uma das piores crises de sua história, muitos navios estão parados em consequência da redução dos fretes destinadas a esses países. E a ira da industria naval chinesa agora se volta contra aquele que a ajudou em momentos difíceis, a                  Vale. A poderosa Associação de Proprietários de Navio da China (CSA, na sigla em inglês), cujas empresas representam 80% do setor no país pressionou Pequim a proibir a atracagem de supernavios em seus portos, afetando diretamente a mineradora brasileira.

Minério de ferro no porto de Tianjin, China.
          A CSA teme que a mineradora monopolize o comércio de minérios entre Brasil e China e provoque a quebra de empresas locais. E como desculpa alega que os portos chineses não comportam navios tão grandes. Irônico não? A Vale pode sem problema algum fazer encomendas aos estaleiros chineses em detrimento da industria nacional, mas de forma alguma pode transportar minério por conta própria, pois afeta os interesses chineses.


        Claro que a Vale não será  a única prejudicada, mas será a principal pois pouquíssimas empresas do mundo operam navios que chegam a transportar até 400 mil toneladas. Agora a única saída da empresa é utilizar os portos filipinos e malaios numa operação de transbordo do minério a navios menores. Manobra que anulará parte dos ganhos em escala do transporte nos supernavios Valemax.

        A "nossa" antiga CVRD havia conseguido uma boa estratégia mas despertou o gigante ingrato. Enquanto nossas empresas são sufocadas pelo poderio econômico de Pequim o governo brasileiro financia e exonera a instalação de companhias chinesas, numa clara manobra de desindustrialização nacional. Agora me respondam como os chineses construíram navios que não cabiam em seus portos?