Apesar da crise internacional, os indicadores de propriedade intelectual estão fechando 2011 em alta. Tanto marcas quanto patentes já garantiram, até a primeira quinzena de dezembro, recordes históricos.
![]() |
| Sede do INPI, no Rio de Janeiro |
Durante esses 11 meses e quinze dias, foram feitos 30.088 pedidos de registro de patente, contra 28.052 solicitados em 2010. Para as marcas, o Instituto registrou, 140.815 solicitações até 15 de dezembro, contra 129.620 pedidos de marcas nos 12 meses do ano passado.
Até a virada do ano, o Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI) estima que o total de pedidos de patentes pode chegar a 35 mil. O de marcas deve encostar em 150 mil.
“Os índices revelam o bom momento do País, mas também a conscientização da sociedade brasileira sobre a importância da propriedade intelectual” – comentou o presidente do INPI, Jorge Ávila.
A missão do INPI é utilizar o sistema de propriedade intelectual como instrumento de capacitação e competitividade, estimulando a inovação a fim de alavancar o desenvolvimento brasileiro.
O prazo para a concessão do registro de patentes no Brasil caiu 35% no ano passado, passando de 8,3 anos, em média, em 2010, para 5,4 anos, em 2011. Esse indicador de expectativa de concessão leva em consideração o tamanho de pedidos na fila e o número de patentes processadas no ano.
De acordo com dados do Inpi, foram concedidos 3.806 registros de patentes em 2011. O estoque de pedidos em análise soma 164.661.
O presidente do Instituto Nacional da Propriedade Industrial (Inpi), Jorge Ávila, disse nesta sexta-feira (27) que a diminuição da expectativa de concessão de patentes foi um "resultado excelente". Ele explicou que o prazo de 5,4 anos é o tempo médio que o pedido de uma patente que entra no Inpi tem de ser decidida.
![]() |
| UFMG, uma das universidades que mais registram patentes no Brasil |
De 2006 para cá, houve uma queda de 53% na expectativa de demora de concessão de patentes no Brasil. "O que é mais importante é que em 2005/2006, a expectativa de concessão do registro estava em 11,6 anos. E crescendo muito fortemente a cada ano. Ou seja, a cada ano, o número de patentes que entrava era muito maior do que o volume de patentes que o instituto era capaz de decidir".
Com os ajustes feitos a partir de 2006, Ávila disse que o Inpi conseguiu estabilizar esse crescimento. "Agora, pela primeira vez, conseguiu fazer com que isso caísse drasticamente".
Este ano, a meta é reduzir a expectativa de concessão de patentes para 4 anos. Ávila considerou que esse prazo é excelente para a decisão sobre uma patente. Para alcançar esse objetivo o instituto precisará contratar "uma grande massa de examinadores para aumentar a sua capacidade de exame de patentes". O Inpi está aguardando a autorização do governo para a realização de concurso público ainda este ano.
![]() |
| A indústria de máquinas e peças lidera os registros de patentes |



0 comentários:
Postar um comentário